Suicídio na Internet

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Já li acerca disto há uns dias, no blog Mamavision. Fiquei uns dias sem saber se havia de referir isto aqui no blog, mas decidi por reproduzir parte do post aqui, porque há um pormenor que achei impressionante.

Não me refiro à obsessão que se está a tornar uma espécie de moda entre algumas jovens – sobretudo raparigas – de se tornarem magríssimas, muito para além do que seria natural, saudável ou até de simples bom senso. Chamam a este ‘movimento’ Pro-Ana (’ana’ de anorexia)… Como se uma doença mental fosse algo de desejável…

Aparentemente para estas pessoas, um dia em que ingiram mais de 200 calorias é um dia de crise (vejam o post original).

O que me chocou nem foi isso. Já tinha ouvido falar dessa coisa arrepiante, e sei inclusivamente que em alguns países – nomeadamente em Espanha – os governos estão a decidir proibir este tipo de sites.

O que me chocou foi como uma miúda descreveu o seu lento declínio para uma depressão profunda, e o seu suicídio, passo a passo, e ninguém lhe deu uma mão! Ninguém lhe telefonou, ninguém lhe mandou um email, ninguém chamou os pais, ninguém chamou a polícia… Ninguém fez nada

Não sou pai, por isso não posso avaliar uma situação destas como pai, mas acho incrível que os pais desta miúda não tenham feito nada… Acho que há um ponto para além do qual a ‘vontade’ de uma criança – e eu acho que é criança muita gente que se acha adulta (até eu em muitos aspectos) – deixa de contar e os pais tem de tomar atitudes drásticas em sua defesa. Mesmo contra aquilo que ele/ela pensam ser os seus ‘direitos’. Os deveres de um pai e/ou de uma mãe ultrapassam esses ‘direitos’. Sobretudo se está em causa a vida de uma pessoa.

O link para o artigo original está aqui.

PS. Um conselho para os que pensam suicidar-se:

Mais vale ter pouco do que não ter nada!

A maioria dos que se querem suicidar, na realidade só querem é ir para uma caminha quentinha, rodeada por toda a gente que goste deles/delas, e dormir uns meses, anos. Às vezes penso que só se suicida quem é muito corajoso ou muito estúpido. Corajoso por ser capaz de ultrapassar o medo horrível da morte, que é inato em todos nós. Estúpidos, por se terem posto numa situação da qual não há regresso e na qual não possam fugir desse medo horrível – e passarem os últimos segundos das suas vidas no mais intenso dos horrores… Quem é que nos garante que ‘depois’ há alguma coisa? Ninguém. Pode haver, mas também pode não haver. Não faz sentido. Mais vale uma vida ‘má’ que nenhuma vida. E a partir do momento em que pensem isso, reparem como as coisas vão começar a melhorar. Um bocadinho cada dia. Mas mais vale pouco que nada.

21 February 2007. Saúde e Medicina, Sociedade.

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